Shokunin

Semana passada, procurando algo interessante pra assistir eu e a minha esposa esbarramos em um documentário chamado Jiro – Dreams of Sushi com esse simpático senhor da foto desse post (fonte da imagem).

Muito rapidamente o filme conta a história de Jiro Ono, um senhor de 85 anos que dedica sua vida a arte de fazer sushi. Ele é dono do Sukiyabashi Jiro, um restaurante de apenas 10 lugares localizado abaixo de uma estação de metrô de Tóquio e atualmente é considerando um dos melhores restaurantes de sushi do mundo e o primeiro a ganhar 3 estrelas no prestigiado guia da Michelin.

Em um certo momento do documentario, ao falar da arte de fazer sushi e de toda sua bagagem apareceu uma palavra que me chamou muita atenção: shokunin.

Podemos definir Shokunin basicamente como um artesão, mas no Japão isso vai um pouco mais além. No vídeo, Jiro fala que repete a mesma tarefa várias vezes seguidas e vai melhorando ela pouco a pouco com um só objetivo: fazer o melhor sushi.

Para ele, o objetivo é sempre ir pra frente, sempre “subindo a montanha”, mas uma montanha que ninguém sabe onde é o topo. E mesmo ele com mais de 50 anos na mesma profissão, ainda continua focado em buscar sempre o melhor resultado. Repetição exaustiva, mas sempre trazendo elementos da sua própria bagagem (coisa que já conversamos quando falamos de referências e experiências).

Um acerto aqui, um erro ali, mas o importante é nunca perder a paixão por aquilo que você está fazendo.

E você? Recém-formado, freelancer ou mesmo diretor de arte de uma grande agência com 10 anos de experiência. Está nessa busca também? Pois deveria deveríamos.

Não vou dizer que é fácil. Eu mesmo ainda não encontrei a formula. Toda semana instalo um aplicativo de organização diferente no celular, monto 40 mil regras diferentes para  meus e-mails de forma x ou y, me distraio com redes sociais e o trabalho não vai pra frente ou a inspiração simplesmente não aparece.

Quando me perguntam sobre meu processo criativo, confesso que não sei dizer um padrão e acho que isso é (e deve ser) muito particular de cada um, mas tenho estudado formas de criar uma rotina e processos que podem me ajudar no trabalho e porque não em casa.

Mais uma vez, são dicas (algumas delas já conhecidas) que podem funcionar muito bem pra uns e não tão bem pra outros, mas não custa tentar:

  • Organize os trabalhos “mais pesados” para mais cedo e deixe as tarefas mais operacionais para o final do dia: nossas tentações para distrações aumentam ao longo do dia.
  • Comece a trabalhar (principalmente quem trabalha em casa) mesmo sem inspiração: isso ajuda a criar uma rotina.
  • Arrume um tempo só para você todos os dias: dessa forma você organiza seus pensamentos e ajusta seus processos e métodos de trabalho.
  • Crie pequenas recompensas para metas diárias: assim você passa a enxergar o progresso do seu trabalho e a motivação fica lá em cima.
  • Deixe a vista objetivos e entregas a longo prazo: desse jeito você consegue priorizar melhor as tarefas que você já tem (e as que são delegadas a você).
  • Levante-se: Sim, pare um pouco o que está fazendo e tome um café, uma água ou converse com alguém. Assim, o cérebro respira e ganha fôlego pra continuar.

Já estou aplicando todas e estou de olho nos possíveis resultados. Sempre indo em frente. Sempre subindo a montanha, certo?

E você? Como você organiza sua rotina de trabalho?

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