Deixa comigo!

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Nas minhas andanças pela internet, me deparei com um texto bem legal do Papo de Homem chamado “Síndrome do ‘eu-aguento-tudo'”.

O que o texto fala de uma maneira bem bacana e MUITO clara é daquele tipo de pessoa que ela usa constantemente a frase: “Deixa comigo!”. Daí vem o título desse texto. São pessoas que aparentam sempre uma extrema generosidade e com isso assumem uma enorme responsabilidade profissionalmente.

Contudo, esse tipo de comportamento é um pouquinho mais profundo do que realmente aparenta. Quando chamamos a responsabilidade diversas vezes, um quadro um pouco mais complexo começa a aparecer que é o que o Frederico Mattos (autor do texto) chama de esgotamento da empatia (ou burnout da empatia), que envolve sintomas como:

  • Esgotamento físico e emocional
  • Irritabilidade
  • Mudanças de humor
  • Problemas de concentração e memória
  • Baixa autoestima
  • Ansiedade
  • Depressão

Essa sobrecarga vai acumulando e se manifestando das mais diversas formas. Desde cansaço até mentiras que aparecem para cobrir pequenos erros.

No íntimo, quem acha que aguenta tudo parece viver sob o peso da culpa constante e numa dívida eterna com relação a tudo e todos (incluindo a si mesmo), em auto-punição permanente.

O que mais me preocupa nisso tudo, e foi o que mais me chamou a atenção no texto, é que depois de alguns meses ou anos nessa condição, o super-homem ou mulher maravilha passa a achar que ajudar os outros é mais importante do que pedir ajuda.

Pedir ajuda normalmente acaba soando de maneira negativa, principalmente na correria do dia a dia e nesse mercado que somos cobrados cada vez mais por produtividade. Se você assumiu uma série de responsabilidades, porque pediria ajuda, certo? Já ouvi por aí coisas do tipo: “se eu pedir ajuda, eu mostro que sou fraco” ou “se alguém me ajuda estou dando um passo pra trás”. Inclusive, já ouvi de pessoas muito próximas: “você foi fraco de ter tomado essa decisão”.

Mesmo? Tem certeza?

Nesse momento eu faço uma confissão. Já pensei que pedir ajuda seria mostrar fraqueza na frente dos outros sim. Até que um dia uma grande amiga me disse: “Pára de querer abraçar o mundo, filho!”. Foi aí que pensei que abandonar a capa de faz tudo poderia ser um bom começo para um amadurecimento profissional. Respirei fundo e pedi ajuda.

Todos nós temos limites. Da mesma forma que você só aguenta correr 1 ou 2 km por vez, você também tem um limite de tarefas e trabalho que consegue fazer por vez. Uma hora ou outra seu corpo também vai chegar no limite, independentemente da tarefa que esteja executando e da área que você trabalhe. É nessa hora que ao invés de dizer “deixa comigo!”, você pode dizer “me ajuda?”.

A partir do momento que reconhecemos o que damos conta (e o que não damos conta) fica muito mais fácil seguir em frente. Em um momento tão especial onde a empatia e a valorização das pessoas está tão em alta no mercado de trabalho, não é fraqueza nenhuma pedir aquela ajudinha.

Até! o/

 

Photo credit: ElDave via Visual Hunt / CC BY-NC-SA

 

 

 

 

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1 comentário Adicione o seu

  1. Chell disse:

    Eu sou dessas que quer tudo, nisso eu me lasco. To aprendendo também =D

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