Rise!

Sabe fim de churrasco quando começa a tocar Legião Urbana (os fãs de Legião que me desculpem, mas vocês sabem que é verdade) só para os convidados irem embora? É essa sensação que tenho sentido no mercado de comunicação (pelo menos dentro realidade que eu trabalho) nos últimos tempos.

As pessoas estão cansadas, irritadas e basicamente não vêem a hora de irem embora.

Como corrigimos isso? Não faço a mínima ideia, mas imagino pelo menos um ponto de partida.

Um dos meus grandes mestres uma vez me disse que motivação é acima de tudo interna e não externa. Eu nunca pensei muito no assunto, mas hoje a frase dele faz muito sentido. Todos nós sabemos que nesse mundo de agências de comunicação alguns fatores estão sempre presentes como: hora extra, café, alterações, refações e pouco prazo. Certo? Agora tem um item que fica naquelas entrelinhas miúdas de bula de remédio que é a tal da motivação.

Como estamos todos cansados e exaustos (ainda mais os que trabalharam em campanhas eleitorais – meus parabéns!), não conseguimos enxergar a motivação bem ali na nossa frente. Com isso não estou dizendo que é por isso que grandes agências perdem grandes talentos (acho que isso é um assunto muito mais complexo e que não pode -e nem deve- ser discutido apenas com um post em um blog).

O que vou dizer a seguir pode até parecer estranho, considerando que eu sempre falo aqui no blog sobre trabalho em equipe, empatia e assuntos sobre o coletivo, mas nesse momento nós precisamos ser um pouquinho mais egoístas.

Egoísta no sentido de parar e pensar: porque eu gosto tanto do meu trabalho? o que me motiva? Porque eu comecei na área?

Parece um pouco bobo, mas isso te ajuda a encarar o trabalho de uma maneira diferente. É um pouco como um relacionamento, ou seja, você está apaixonado, mas não significa que também não precise do seu espaço e das suas coisas.

De problemas (e de qualidades também) as agências estão cheios, mas esse é o momento de tirar um pouco o foco disso e direcionar mais para o que você quer alcançar como profissional.

No meu caso, por exemplo, uma coisa que muito me motiva é ver a equipe com que eu trabalho crescer. Perceber que estão se destacando e se desenvolvendo é uma das coisas que mais me motiva nos últimos meses.

Se seu objetivo é “fazer um layout em 3D” ou “ser mais estratégico” ou ainda “ter um portfólio bonito”, não importa. O importante é que seja um objetivo SEU, que vai ser transformar em uma motivação SUA.

Uma das minhas melhores amigas descobriu que o reconhecimento que ela recebe fazendo ilustrações é muito mais prazeroso do que ficar somente com design gráfico. Perfeito! É de coisas assim que todos nós precisamos no momento. Motivações próprias e únicas.

Por isso que a motivação ser algo interno faz tanto sentido nesse momento.

De forma alguma isso quer dizer que devemos deixar de lado as outras preocupações e lutas diárias (não se preocupe, elas vão ficar por algum tempo) que já estamos mais que acostumados a ter, só estamos mudando um pouquinho o foco para passarmos por esse momento delicado. Dessa forma, com a motivação certa, o maior interessado nisso tudo sai sempre ganhando (de uma forma ou de outra): você.

Photo via VisualHunt

 

 

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2 comentários Adicione o seu

  1. Chell disse:

    Ai, sou eu ali naquele parágrafo? =,D Mocionei hehehe
    Mas se auto-motivar é algo dificílimo, muita coisa do budismo me ajuda. =D

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