Ponto de fuga e perspectiva

Pelo título você pode achar que o texto de hoje vai ser um pouco mais técnico. Daqueles que eu vou ficar 800 caracteres falando como perspectiva e ponto de fuga são importantes na sua vida de assistente, diretor de arte ou designer gráfico.

Calma, vai ser um pouquinho diferente.

Algumas semanas atrás nós batemos um papo sobre motivação. Pode parecer uma desculpa pra você ler o outro post também (afinal, porque não aproveitar a chance?), mas um texto completa o outro de certa forma.

Porque nós trabalhamos?
“Pra pagar as contas Singulano!”

Eu sei, “véi”. Todo mundo precisa pagar as contas no fim do mês, mas segura aí.

Mudando um pouco a pergunta (e por isso entro um pouquinho no papo sobre motivação de algumas semanas atrás): o que te tira da cama?

Pense nisso por 5 minutos. Depois leia o resto desse texto.

Agora, como todo trabalho no universo seja ele desde professor de educação física até o seu, por mais que você saiba tudo que te move, ou seja, o que é seu combustível para estar ali todos os dias, tem alguns dias ou algumas fases que simplesmente “a coisa não flui”. Você acha que está fazendo tudo errado ou começa a achar que as coisas não estão dando tão certo para você quanto estavam antes. Nesses casos que aparecem expressões como “nossa, ando num azar viu!” ou “preciso de um banho de sal grosso!”.

Aqui aparece o nosso ponto de fuga.

Oras, você está numa situação da qual não vê saída e que de repente sua única vontade é sair correndo. Simplesmente fugir. Se existe o tal ponto da virada, nesse caso ponto de fuga se aplica bem. Aquele medo de que as coisas não funcionam mais ou de que aquilo não serve mais pra você. Correr sem olhar pra trás ou como eu gosto de dizer: correr na contra-mão na via Dutra.

Contudo, imagine que você ainda está no ponto (sem trocadilhos, ok?), mas não partiu para fuga. Para que serve o raio desse ponto? Para gerar uma nova perspectiva.

Quando digo uma nova perspectiva, não digo que todos seus problemas vão se resolver, mas é a sua forma de olhar sobre eles que deve mudar. Você continua a enxergar o problema, só a sua forma de encará-lo que é diferente.

Partimos do “putz mano….mais uma bucha” para o “CHEGA AÍ que eu te resolvo” (tudo bem, talvez não tão exageradamente assim, mas você entendeu).

Isso alivia de certa forma essa vontade louca que temos de correr e largar o problema pra trás, sem ver se ele continua atrás da gente ou não. Se voltarmos a analogia que eu escolhi para o texto, acabamos de dar uma nova perspectiva para um ponto de fuga, certo? O que é a nomenclatura para um recurso técnico de desenho e pintura se transformou em uma analogia para como encaramos nossos problemas (sejam pessoais ou profissionais).

Por isso, da próxima vez que você se encontrar em uma situação que parece sem saída ou se suas pernas já estão com vontade de sair correndo, respire fundo. Conte até 10 se for preciso, coloque aquela música que você adora no volume máximo, saia para correr no parque e depois tente retornar para seu ponto de fuga. Olhe para todas as direções daquele ponto e encontre um novo olhar. Esse novo olhar não vai tirar todos os problemas da sua frente, mas GARANTO que vai deixá-los um pouquinho mais fáceis.

 

Photo via Visualhunt

 

 

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