Adequa aí, filhão!

Hoje pra completar um outro post mais antigo chamado “Desapega, meu filho!”, resolvi fazer o segundo dessa série chamado “Adequa aí, filhão!”.

Recentemente tive a oportunidade de participar de um bate-papo com alguns alunos de uma faculdade da região em que eu trabalho. Foi uma experiência muito bacana que pude fazer ao lado de grandes amigos. Enfim, um dos pontos que mais apareceu durante toda a conversa se resume em talvez uma palavra: adequação.

Toda vez que estamos trabalhando com projetos de design, propaganda ou seja lá qual for a área que você escolheu, temos que ter essa palavra na ponta da língua.

“Mas pra quê?”

Simples: pra você garantir que a sua entrega seja exatamente o que o seu cliente precisa.

É um pequeno detalhe (e a frase inclusive parece muito óbvia), mas faz uma enorme diferença. Seu projeto pode estar lindo e maravilhoso, com aquela apresentação perfeita, mas isso não significa que ele esteja adequado (claro, não significa também que seu projeto precisa estar visualmente feio).

Digo isso, porque muitas vezes caímos na armadilha emocional de olhar para o job no final e soltar aquele: “p@0rr! ficou f0d@!”. Em muitos casos, quando isso acontece, é o seu gosto pessoal falando (parabéns, você acabou de se apegar à sua criação!), ou seja, pode ser que o projeto não comunique exatamente o que o seu cliente precisa.

Em um exemplo muito bobo (mas espero que didático): você ODEIA a combinação de roxo com amarelo, mas todos as pesquisas com seu cliente indicam que é a melhor combinação possível. Oras, você não vai simplesmente usar azul e laranja porque não gosta das outras cores certo?

Seu gosto pessoal também interfere quando você faz cara feia para aquele job que chegou do cliente que você não gosta ou para aquele projeto que parece pequeno demais pra toda sua experiência de direção de arte (e sim, já fiz essas duas coisas e me policio todos os dias pra fazer cada vez menos). Cada um desses pontos te afasta ainda mais de chegar próximo de uma adequação perfeita ou pelo menos bem próxima da perfeição.

Meu conselho? Bom, não é bem um conselho e sim mais uma lição que tenho aprendido (e tentado praticar) cada vez mais na minha rotina de trabalho: deixe seu trabalho o mais versátil possível. Se afastar um pouquinho do que você gosta e passar a se aproximar mais de soluções que funcionam para o perfil de cada um dos seus clientes, mesmo que não sejam exatamente aquilo que você está acostumado, pode te ajudar (e muito!) a chegar em resultados bem interessantes.

Além disso, sendo bem honesto com você, salvo alguns casos raros dificilmente (ainda mais para quem está no começo de carreira) você vai poder selecionar logo de cara os clientes que quer trabalhar ou os jobs que quer fazer. Por isso, ter várias cartinhas na manga pra trabalhar com os diferentes perfis que vão aparecer na sua pauta, somado à uma boa dose de desapego vão te ajudar a viver uma vida de (INSIRA SUA PROFISSÃO AQUI), um pouco mais leve, menos estressante e com um portfólio ainda mais legal!

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