Quero ser D.A

Já assistiu aquele filme “Quero ser Grande” (Big – 1988), com o Tom Hanks? Ah, claro que sim. Já passou 1203310298309218 vezes na sessão da tarde enquanto você estava doente ou na casa da sua avó enquanto você estava de férias (se não assistiu, assista que é bem divertido).

Basicamente ele conta a história de um garoto que através de uma máquina cigana acaba virando adulto. Pois bem, em muitos casos de alunos que saem das faculdades de design, de propaganda ou de midialogia (no meu caso), a história acaba mudando do “quero ser grande” para o “quero ser diretor de arte”.

Sim! Todos já passamos (ou estamos) nessa fase (e já adiantando, não tem nada de errado nisso, ok?).

O mundo do design gráfico, da propaganda e do design em geral é extremamente atraente. Não tem como negar. Identidades visuais, logotipos, cores, tipografia, fibonacci, conceitos e criação. Tudo isso chama muita atenção desde seu primeiro ano na faculdade até o dia que você cai direto no mercado de trabalho. Aí que vem o primeiro choque.

Por onde eu começo?

Lá está você com seu all-star, sua camisa xadrez e seu óculos de armação preta (eu posso falar porque uso também), pronto para arranjar um emprego. Procura ali, procura aqui. Opa! Direção de arte? Ainda não, porque seu portfólio ainda é muito pequeno ou ainda não existe. Precisa de mais experiência.

Legal! Tenho mais experiência. Primeiro emprego! Direção de arte? Calma. Conseguiu um de assistente.Recorte e tratamento de fotos, desdobramento das peças que o diretor de arte fez.Trabalho de paciência, muita pizza e muitas horas na frente do computador.

Mas eu quero ser D.A cara!

Eu sei. Eu também queria logo que saí da faculdade. Recortar fotos? Alterar texto? Eu consigo e sei mais que isso. Claro que sim! E muito provavelmente você foi contratado porque sabem disso. Pelo seu talento e por tudo o que você sabe, mas respire fundo porque assim como o Josh (spoiler alert!!!!!!) descobriu, não dá pra acordar um dia e ser adulto. Para crescer, temos que passar por todas as etapas. As boas e as ruins.

Direção de arte não é só o que o nome trás. Envolve uma série de outros fatores muito legais como gestão de pessoas (que acabei descobrindo ser uma das coisas que eu mais gosto no meu trabalho hoje em dia), ou seja, você vai passar a influenciar outros profissionais que provavelmente tem ou tiveram as mesmas ansiedades que você.

Da mesma forma, direção de arte também é feita de pizza, alterações intermináveis, jobs corridos e horas de computador. Não é só esperar uma boa ideia.

Não seja o Josh.

Pense em tudo isso que eu falei como estágios que você precisa passar pra alcançar um só objetivo: crescer. Ué, não era ser D.A?

Oras, se você se preocupar em crescer, te garanto que direção de arte vai ser só uma consequência de tudo que você conquistou até aqui. Aí quem precisa de uma máquina cigana, não é?

(Post originalmente publicado na coluna START para o portal Design Vale)

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