Por que escutamos tão pouco?

Quase um ano atrás, aqui mesmo no blog, conversamos um pouquinho sobre empatia e como ela pode te ajudar tanto na vida profissional como na pessoal. Hoje quero voltar mais um pouco nesse assunto, na verdade é uma coisa que sempre me incomodou um pouco. Acredito que tenha um pouco de relação com empatia também.

O meu incômodo é o título desse post. Por que escutamos tão pouco?
Eu sei, você deve estar pensando agora “com certeza ele vai falar um monte de coisa, que tenho certeza que não deve aplicar em metade em prática”. Sim, provavelmente não mesmo. Contudo, dizem que o reconhecimento de um problema ou de uma falha é o primeiro passo em direção a algum tipo de correção, certo?

O que vou comentar aqui, claro vai ser dentro da minha área de trabalho, mas quem sabe se você for de alguma outra área talvez se relacione com a situação de alguma forma.

Você chega na agência às 9h. Pega sua caneca na mesa e vai buscar aquele cafezinho pra começar o dia. Até aí beleza. Lá pelas 9h30, você decide abrir seu e-mail quando vê uma solicitação absurda do cliente (ou às vezes interna da agência em que você trabalha). Sem ao menos acabar de ler o e-mail, o sangue já sobe e você já levanta do computador e vai atrás do responsável ou se nega a fazer o que foi pedido.

Do outro lado, o cliente (como todos nós seres humanos) é muito visual, por isso mandou oito alterações por e-mail no seu trabalho, que ele considera que vão deixar o visual mais interessante e dentro do que ele espera. E claro, pra você que estudou tudo por quatro anos, ter um cliente te dizendo “troca essa cor por essa que vai ficar melhor” é um absurdo. E pra ele, você não querer fazer o que ele pediu, também é um absurdo, afinal ele é o cliente.

Outra situação é outro designer te dá um feedback sobre algum trabalho seu. Seu primeiro pensamento é: “Ah, mas ele tem bem menos experiência de mercado que eu, ele não sabe o que está dizendo”.

Onde está o problema aí?

Percebe que em momento algum, houve uma comunicação de fato? Na primeira situação, cada um ficou bravo no seu canto e o problema de comunicação em questão ficou sem solução. Na segunda, você simplesmente ignorou um feedback que poderia te ajudar a crescer ainda mais.

Aqui entra meu incômodo e vou repeti-lo mais uma vez: por que escutamos tão pouco?

O que eu quero dizer que é muitas vezes, nos colocamos em um patamar mais alto e assim simplesmente não escutamos o que está vindo “lá de baixo” (Eu já fiz isso inclusive. Algumas vezes sem perceber e outras extremamente ciente do que estava fazendo). Isso pode ser na relação designer x agência, designer x cliente, agência x cliente, designer x designer e o que mais você imaginar.  Não podemos esquecer também que estamos mexendo com pessoas e por isso estamos lidando sempre com egos.

Acredito que esse tipo de comportamento, aconteça pelo fator de que muitas vezes acabamos sempre buscando a saída mais conveniente. Por isso, é muito mais conveniente entrar no caminho que eu já sei, do que entrar em um diálogo com outra pessoa para de repente chegarmos em um caminho muito melhor.

Por isso, na próxima vez que se deparar com as situações que descrevi acima, pense na ideia simples de parar e conversar com a outra ponta (seja ela qual for). Discuta, argumente, proponha, sugira. Nem sempre o resultado final vai ser exatamente aquilo que você estava imaginando no início, mas com certeza pode ser algo muito melhor, não pode?

Como comentei no texto anterior, assim avançamos mais um pouquinho mais nessa busca por uma carreira (e uma vida) mais criativa, mais divertida e mais equilibrada! Devagarinho, a gente chega lá!

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1 comentário Adicione o seu

  1. Ana Cláudia disse:

    Eu já te disse que esse texto é muito foda??

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