Isso não é comigo!

em

Já usou essa expressão essa semana? Quem sabe no último mês? No último ano?
Eu espero que sim, mas que tenha sido dentro do contexto certo.

O mercado de comunicação (e o mercado de trabalho em geral) é extremamente competitivo. Todos nós sabemos disso e inclusive já falei sobre isso algumas boas vezes aqui no blog.

Por isso, quando digo que estou torcendo para que você tenha usado a expressão “Isso não é comigo!”, não é para que você jogue a culpa de um problema ou de um trabalho nas costas de um colega. Não é para você brincar de batata-quente por aí com outros profissionais vendo onde vai estourar a bomba.

Quero que a partir de hoje (se você não usa essa expressão ainda, claro) pense da seguinte forma: o mercado é sim extremamente competitivo e isso cansa às vezes, por isso por que não fazemos dessa “viagem”, a melhor possível?

Como assim?

Todos temos qualidades e falhas, tanto pessoais quanto profissionais. Agora, pela alta competitividade no mercado, muitas vezes preferimos abraçar algo que não dominamos do que simplesmente levantar a mão e dizer: isso não é comigo.

Hmm…está começando a entender?

Quando trabalhamos em equipe, uma das grandes vantagens é ter pessoas ao seu redor que complementam suas falhas (ou seja, sabem coisas que você não sabe) e você as delas (você também tem conhecimento de coisas que elas podem não ter). Por isso, porque não deixar isso trabalhar a seu favor?

“Ah, mas meu colega pode fazer determinada parte do trabalho muito melhor do que eu, então se eu incluir ele no processo, provavelmente vou perder espaço! Eu preciso cuidar de todas as etapas!”

Não pense assim. Deixe de lado essa insegurança de “vão tomar o meu lugar” e comece a pensar em criação, planejamento ou qualquer outro tipo de área que você atue como algo mais colaborativo. Ao incluir outra(s) pessoa(s) no processo, você só está enriquecendo a qualidade e o resultado final do trabalho.

Nada impede que você se interesse por todas as etapas do processo e entenda todas elas. Aliás, até recomendo que você faça isso. Como diria minha mãe: conhecimento nunca é demais. Contudo, tenha claro na sua mente até onde você pode ir e com o que pode efetivamente contribuir.

“Acho que posso executar a parte A e chamar o fulano para executar a parte B, já que ele domina esse software e tem um domínio da plataforma, melhor que o meu.”

Esse tipo de pensamento que gostaria que você levasse daqui pra frente.
Admitir suas limitações não te faz um profissional pior. Não te faz menor do que ninguém. Na verdade mostra que você está preparado para um futuro cada vez mais colaborativo (eu espero) dentro do mercado de comunicação.

Então já sabe. Dá próxima vez, levante a mão diga:

“Isso não é comigo!”

Até a próxima! 🙂

 

 

Anúncios

1 comentário Adicione o seu

  1. Pâmela Leite disse:

    “Admitir suas limitações não te faz um profissional pior. […] Na verdade mostra que você está preparado para um futuro cada vez mais colaborativo (eu espero) dentro do mercado de comunicação” – Não só no mercado da comunicação, em qualquer segmento. É uma questão de maturidade profissional, o autoconhecimento ajuda muito nesse processo. Se você é bom em algo, mostre seu potencial nisso. Se tem alguma limitação, busque melhorar, preparar. Sua mãe tá certa: Conhecimento nunca é demais! Ele é contínuo! 😉 Gostei da reflexão 🙂

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s