Um bom ano letivo

Sabe aquele friozinho na barriga que você sentia no primeiro dia de aula?

Sua mochila arrumada pra ir pra escola, seu uniforme pronto. Aquela ansiedade de começar em uma nova sala de aula sem saber bem o que esperar dos novos “coleguinhas” e do novo ano letivo que vai começar.

É um pouco disso que vamos falar hoje. Quer dizer, quase isso.

Quando somos mais novos, (normalmente) não temos muito controle de como nosso corpo vai reagir a tudo isso que comentei. A sala nova, os professores novos e tudo mais. Acabamos criando uma expectativa enorme em cima de coisas como essa e se o resultado final não bate essa expectativa que foi criada, acabamos criando a queridona frustração, mesmo sem saber exatamente exteriorizar aquele sentimento de agonia como frustração propriamente dita.

Até aqui tudo bem. Somos mais jovens. Os primeiros dias são difíceis e depois nos adaptamos. Entendemos como nos comportar naquele meio novo e diferente. Acolhemos as coisas boas E as ruins mesmo que inconscientemente. Os colegas e as matérias chatas também fazem parte do seu ano letivo e de alguma forma você aprende a lidar com eles certo?

Esse padrão vai se repetindo ao longo das diversas fases da nossa vida, contudo quando chegamos no mercado de trabalho (no caso aqui é o mercado de comunicação que estou falando, ok?) as nossas expectativas continuam lá em cima, mas nosso “poder de adaptação” diminui muito e praticamente some.

Calma, vou explicar.

Especialmente quem tem vontade de trabalhar em agência imagina aquelas mega campanhas, verbas astronômicas, prêmios e prazos maravilhosos (entre outras coisas). Quando chega de fato ao mercado se depara com campanhas enxutas, verbas e prazos extremamente curtos e prêmios extremamente raros (eu sei que estou generalizando um pouco, mas é pra efeitos didáticos).

E o que esse choque gera? Obviamente que é a nossa boa e velha amiga frustração. Nesse momento que digo que o nosso “poder de adaptação” praticamente morreu.

Porque Singulano? Virou pessimista agora?

Não é isso. Digo isso porque ao invés de nos adaptarmos ao que nos é apresentado, colocamos defeito atrás de defeito até que vamos para o emprego seguinte. Nesse emprego seguinte colocamos mais outros 10 defeitos e assim vamos caminhando. Vai chegando naquele ponto de que “nada tá bom”.

Ah! Quer dizer então que eu não devo procurar o que é melhor pra mim?

Claro que deve criatura. Meu ponto não é esse.

O problema é que uma atitude como essa gera cada vez mais frustração dentro de você e no fim da sua carreira você provavelmente vai ter 30 empregos assinados na carteira sendo que não foi feliz em nenhum deles.

Arrisco a dizer que um lugar perfeito para trabalhar não existe.

Contudo, lembra do que falei lá em cima sobre “poder de adaptação”? A hora é agora!
Talvez seja a época de resgatarmos um pouco isso e entender que sim, os problemas estão ali mas, quanto os outras coisas boas também estão e você nem está vendo porque só enxerga os problemas?

Benefícios, colegas, salários, localização ou horário. O que é realmente não importa.
O que importa é que você passe a compensar uma coisa ruim com outra boa, assim garanto que seus dias vão ficar um pouco mais leves e aos pouquinhos a frustração vai diminuindo.
Ela não vai sumir por completo, afinal todos temos aquele dia que pensamos que não deveríamos nem ter saído da cama, não é? Entretanto, vai facilitar demais a sua vida e a sua carreira.

Por isso, se é verdade mesmo que o Brasil só funciona depois do carnaval. Desejo a você um ótimo ano letivo aonde quer que esteja. Só lembre-se sempre de tomar uma boa xícara de “poder de adaptação” logo pela manhã.

Por menos frustração em 2018!
Vai por mim!

Até a próxima! 🙂

 

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Inspirado nas conversas com a grande amiga Marcella Porto Braz 🙂

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