Você está realmente no controle?

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Quando a gente sai da faculdade, normalmente o sentimento é “quero mudança”.
Aquela vontade louca de fazer diferente, de inovar e de querer se destacar. E vai por mim, isso é muuuuuuuuito legal. Nunca, mas nunca deixe ninguém tirar isso de você.

O que acontece é que essa vontade louca de mudança esbarra numa outra coisa muito louca que é o mercado de trabalho (ou mercado de comunicação que é o que sempre conversamos aqui no blog).

“Ah Singula, isso é basicamente a fórmula do sucesso, meu querido!”

Concordo!

Contudo, como nada no mundo é perfeito, o mercado de comunicação tem uma cultura muito bem definida e alguns processos já bem tradicionais (vamos colocar dessa forma) que nem sempre são fáceis de serem transformados.

Reuniões extensas, prazos apertados, orçamentos curtos, horas extras, pizza, falta de sono, etc…

Como existe essa enorme resistência (por inúmeros fatores como os que citei acima e que provavelmente você já está cansado de saber), acontece que entramos em conflito com essa cultura já estabelecida e sabemos bem uma das consequências de qualquer tipo de conflito: frustração.

Por isso o que está acontecendo é o crescimento cada vez maior de uma geração de profissionais frustrados, que cansados de bater de frente com processos cada vez mais saturados, estão abandonando a área e procurando outras alternativas longe das agências de comunicação, que perdem cada vez mais talentos.

“Beleza Singula, isso a gente tá cansado de saber…..e aí?”

O que quero trazer para você hoje não é a solução pra tudo isso, porque acho que isso é algo muito mais trabalhoso e que depende de uma série de fatores, mas um conselho para tentar trazer um pouco mais de qualidade de vida e aquele sossego tão merecido no fim do dia (afinal é tudo que queremos, certo?).

Eu sempre fui um simpatizante do Budismo. Não me considero um Budista de fato, porque acredito que são práticas que necessitam de uma enorme disciplina e dedicação. Enfim, isso não vem bem ao caso agora.

O que os Budistas falam é basicamente o seguinte: não temos controle sobre absolutamente nada.

Oras, quando batemos de frente com o que já está estabelecido, o que estamos realmente fazendo é tentar controlar a situação, não é mesmo? Mudar processos, brigar com os colegas sobre opiniões divergentes só para ter razão, desconfiar daquele amigo que você emprestou um dinheiro ou até reclamar do salário todo mês.

Tudo isso (e mais outras tantas que posso numerar aqui) são formas de tentar controlar e prever o que está por vir num futuro a curto e até mesmo longo prazo. Ninguém consegue lidar com tanta necessidade de controle e com isso acabamos cometendo excessos. Afastamos pessoas, ficamos deprimidos, perdemos oportunidades e novamente acabamos frustrados.

Agora, um ato simples como aceitar que você não tem controle sobre tudo significa entender que algumas coisas não dependem exclusivamente de você e que muito menos cabe a você resolvê-las. Algumas coisas simplesmente não vão ser resolvidas agora. Talvez sejam resolvidas na próxima semana, no próximo mês ou no próximo ano.

Serão resolvidas, mas no tempo delas e não no seu.

Aceitar que não temos controle sobre tudo não significa que você tenha que largar tudo ao acaso e sair correndo na rua gritando que está livre, mas sim que você vai passar a entender quais brigas valem realmente a pena entrar, quais brigas é melhor esperar um pouquinho pra ver no que vai dar e mais importante: quais brigas é melhor mesmo passar beeeeeem longe.

Até a próxima!

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Clique aqui pra ver uma animação muito legal que conta um pouquinho que falei no post de hoje.

 

 

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