Sente sempre no banco da frente

Nosso papo de hoje é um pouco mais profundo (mas nada demais, não se assuste!), mas é um assunto necessário que vejo aparecer cada vez mais entre amigos da minha faixa etária e não necessariamente tem a ver com a área de comunicação.

De certa forma é um pouco como que uma nota mental, que resolvi compartilhar com vocês.

Enfim, vamos lá.

Imagine que o mercado de trabalho é como um ônibus que faz transporte de passageiros de um bairro a outro. Está cheia de pessoas: algumas mais velhas que fazem aquela rota todo dia das 9h às 18h por muitos meses e algumas outras pessoas mais novas que acabaram de descobrir aquela rota e estão ansiosas para ver o trajeto todo.

Independentemente de quem seja, o objetivo é um só: chegar do ponto A ao ponto B. Nesse caso, todos que estão ali dentro têm uma meta estabelecida, certo?

Agora, pensando ainda na estrutura do ônibus. Ele possui um motorista (dãr, claro né Singulano), que já possui uma rota pré-definida de como ele vai te levar do ponto A ao ponto B. Isso significa que ao longo do trajeto todo, ao olhar pela janela você pode pensar “opa, se formos por ali, talvez seja mais rápido!” ou “putz, essa parada aqui vai acabar me atrasando”.

Contudo, lembre-se que você não é a prioridade. O ônibus está lotado de outros passageiros que podem estar pensando a mesma coisa a respeito de outras rotas, certo?

Nesse ponto do texto, meu desejo é que você pense: se eu fosse o motorista, eu poderia decidir o melhor caminho.

Fiz essa analogia um tanto boba pra te contar o seguinte: todos nós começamos no mercado de trabalho com aquela ansiedade, com objetivos e metas de crescimento profissional. Você pode começar como um assistente de arte e almejar o cargo de diretor de criação, por exemplo. Não há absolutamente nada de errado nisso. É sair do ponto A e chegar ao ponto B

O que acontece é que assim como em um ônibus, não somos nós que definimos o melhor caminho (aqui posso listar inúmeras variáveis) para chegarmos até a parada que desejamos, ou seja, estamos nos colocando em segundo plano e seguindo o melhor caminho de outra pessoa (ou de outra organização que seja…inclua aqui o que você considerar melhor). Alguém está decidindo a melhor rota por nós e com isso ficamos frustrados, irritados, confusos e cansados.

Isso não quer dizer que você não vai conseguir chegar até onde deseja, mas sim que talvez seja um caminho que pra você não é o mais adequado.

Meu conselho (e nota mental) é: sente sempre no banco da frente.

Sentar no banco da frente não significa ser egoísta (não confunda!) e sair xingando todo mundo. Significa que você está se valorizando. Significa que você está colocando suas prioridades em primeiro lugar e alcançando seus objetivos da melhor maneira possível e mais importante: de uma maneira que funciona PRA VOCÊ. Com um pouco menos de stress e mais leveza. Afinal, todos queremos chegar no mesmo lugar, mas temos tempos e preocupações totalmente diferentes.

Não é uma tarefa fácil, mas deve ser uma tarefa diária.

Por isso, se de repente o ônibus não servir mais pra você, considere uma bicicleta! 😉

Até a próxima!

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