Uma dose de positividade

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Pro post de hoje quero falar de uma coisa muito legal, começando por uma coisa muito chata, por isso não se assuste.

Muito provavelmente você já viu, curtiu ou compartilhou prints como esse:

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Confesso pra você que já compartilhei coisas assim também e poderia pegar uns 30 prints antigos meus de coisas desse naipe. O print acima é só um exemplo.

Agora você pode estar pensando: “Ah Singulano, é só uma brincadeira vai! Pelo amor de Deus, não dá nem pra brincar mais!”

Calma lá.

Sabe aquela máxima de que uma mentira se espalha tanto que acaba virando verdade? O efeito é basicamente o mesmo. O que acontece é que estamos espalhando pouco a pouco, a cultura que vou chamar aqui de “tô mais ferrado que você”. Com isso estamos cada vez mais pessimistas, cada vez mais desmotivados e desacreditados.

Isso não está presente somente nas redes sociais, mas por exemplo acontece muito dentro das agências de comunicação. Se você é desse mercado, aposto que já ouviu algo do tipo:
– Nossa, fiquei trabalhando até as 22 horas ontem.
– Ah, mas eu ainda levei coisa pra casa e trabalhei até as 23 horas.

É um discurso muito comum, que na verdade não favorece absolutamente ninguém, correto?

Aqui, quero que me entenda em um ponto muito importante: não estou dizendo que não podemos ter nossos momentos e dias ruins. Todos temos e com certeza (infelizmente) é parte integrante das nossas rotinas diárias.

O que quero dizer é no sentido de que espalhar “uma brincadeira” como a que citei no início do texto, a princípio pode parecer divertido mas aos poucos vai gerando uma desvalorização interna e uma atmosfera negativa dentro de cada um de nós.

“Ah, eu já sou super estressado mesmo, do que vai adiantar?”
“Nunca vou arranjar ninguém, então qual o problema?”

Fazendo uma conta simples, imagine quantas pessoas estão presentes no seu círculo de amigos no facebook (ignore o fato de que você não conversa com todos 100% do seu tempo, é só um exemplo, ok?). Eu tenho 608 amigos. Imagine que em um dia cada um compartilhe 8 prints negativos como o do começo desse texto.

608 x 8 = 4.864 coisas negativas na sua timeline em 1 dia.
4.864 x 365 = 1.775.360 coisas negativas na sua timeline em 1 ano.

É um exemplo exagerado, mas serve para entendermos a força e o impacto que isso tem na nossa rotina. Querendo ou não, passamos boa parte do nosso tempo online absorvendo esse tipo de informação.

Porque não inverter isso então?
Porque não compartilhamos coisas positivas? Não importa se foi a baliza que você conseguiu fazer ao chegar no trabalho de manhã ou se foi aquela grande promoção. Realmente, o importante é que seja um reforço positivo.

Citando uma das referências que usei para esse post (que estará no final do texto):

“As lentes pelas quais o cérebro vê o mundo que moldam a sua realidade.”

Ou seja, fazer essa simples troca desse “par de lentes”, permite focar menos nas reclamações, nas cobranças, na desmotivação diária e focar mais nas conquistas, desenvolvimento e bem-estar.

Boa parte da nossa felicidade diária depende quase que exclusivamente da maneira com a qual enxergamos o mundo. Então, está mais do que na hora de trocar os velhos óculos por algumas lentes novinhas, não acha?

Como muito do que conversamos aqui no blog, não é uma tarefa fácil, mas deve ser uma tarefa diária.

Até a próxima!

————

A inspiração para esse post foi a incrível palestra do Shawn Achor, disponível nesse link aqui.

 

 

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2 comentários Adicione o seu

  1. Chell disse:

    Que maravilhouser! Já percebi um pouco isso, mas agora acho que a ficha caiu. Eu já nem reclamo que tá calor de mais ou frio de mais hahahaha já é um bom passo. Tô lendo um livro da Monja Cohen com o Karnal que fala da cultura de ódio, e acho que muito pode se aplicar nessa sua ideia. Vou tentar só compartilhar coisa boa!

    1. singulano disse:

      Que bom que gostou Chell! ❤

      Tenho pensado muito nisso sabe? Me incluo nesse grupo tb…quando vejo tô toda hora reclamando e tals e a proporção de coisas ruins e boas fica desequilibrada. O certo é que desequilibre mesmo, mas que seja pro lado das coisas boas hahha
      Me interessei por esse livro. Adoro a Monja Cohen! Vou procurar depois!

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