Contém glúten

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Eu sei. Tá chato, né?

Provavelmente você está quase desistindo de redes sociais nos últimos dias. Acredite, eu também estou na mesma. Confesso que esse período que nosso país está passando me fez refletir em alguns pontos e que acabaram se transformando nesse texto.

“Ah Singulano, quer dizer que você vai falar do seu posicionamento político!”

Não. Não vou.

Na verdade eu já me decidi politicamente, mas acho que não cabe aqui ficar discutindo isso. O que quero falar com você é oooooooutra coisa.

Começando pelo título desse post.

A princípio parece que não tem nada a ver, certo? Entretanto, é uma analogia simples para deixar os intolerantes do lado de fora (acho que você já entendeu que vamos falar aqui sobre intolerância, não é mesmo?).

Esqueça o candidato A ou o candidato B por alguns minutos e volte sua atenção para o comportamento das pessoas à sua volta e melhor ainda: o seu comportamento. Você que usa a #gratidão todos os dias antes de dormir no Instagram e agora não consegue ficar 5 minutos sem se irritar com o coleguinha que se posicionou contrário ao que você pensa.

Quando passamos a ser tão intolerantes?

Entenda que aqui não estou interessado em saber quem está certo ou quem está errado, mas sim o fato de que cada dia mais estamos perdendo uma coisa básica que é o respeito pelo próximo. A nossa querida empatia.

Basicamente todos os canais de comunicação usados diariamente se tornaram verdadeiros campos de guerra, onde deixamos de lado o respeito e a amizade em troca de uma coisa tão vazia e passageira: “eu estou certo e você errado”.

Aliás, não estamos falando “eu estou certo” e sim “meu candidato está certo”. Estamos brigando por conta de alguém que não faz nem parte de um círculo de amigos próximos. Falando assim parece até estranho, né? E é mesmo.

“Singulano, seu chato. Não é briga, é discussão política, ok?”

Não estou usando nem a palavra discussão, pois acredito que o significado original dela já se perdeu faz algum tempo. Uma das definições que encontrei pela internet e acredito que caiba bem a esse texto é a seguinte:

1. exame minucioso (de um assunto, problema etc.), levantando-se os prós e os contras.

Interessante, não? Agora, porque enxergamos só os nossos prós  (e do nosso candidato) e os contras do outro (e do outro candidato)? 

Por isso, meu desejo para esse momento é que toda essa energia gasta, para provar que o outro está errado, comece a ser desviada para entender melhor como podemos funcionar juntos ao invés de cada vez mais separados.

Respeitar o próximo não significa concordar com tudo que ele diz, mas sim entender que também existem prós e não somente contras.

Ao entender melhor o outro, estamos nos desenvolvendo não só individualmente mas também de maneira coletiva.

E quer coisa mais coletiva que um país inteiro?

Sinceramente, não faço ideia de quem vai ser o próximo a governar nosso país. Só sei que enquanto não dermos um passo pra trás para reavaliar nosso comportamento como indivíduos dentro desse pais enorme que é o nosso Brasil, não vai fazer a mínima diferença que vai estar no poder em 2019.

Até a próxima e boa sorte pra gente!

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