Tem horas aí?

Veja se esse cenário te parece familiar: você está há mais de X anos (insira aqui seus anos de carreira) no mercado de comunicação (insira aqui o mercado da sua preferência). Nesses tantos anos que você está no mercado, aos poucos passa a perceber que a empolgação que tinha no seu tempo de estagiário, era muito maior do que a que tem hoje.

Acordar todo dia no mesmo horário pra enfrentar quase sempre os mesmos problemas já não parece uma boa ideia. Falta pique. O cansaço fica cada vez mais recorrente e pequenas coisas que antes não incomodavam tanto viram grandes desafios.

“Ah Singulano, estou ficando velho”.

Sim, todos estamos. Contudo, talvez não seja esse o problema.

Se de alguma forma você se identificou com esse cenário, provavelmente em algum momento desse último ano, garanto que a ideia de mudar de carreira tenha passado pela sua cabeça.

Vou confessar que esse tipo de pensamento já passou e muito pela minha cabeça. Não digo nem só no caso de uma mudança de carreira, mas no sentido de aprender uma coisa diferente também. Meu cérebro sempre me diz: “Você, com seus 32 anos, já não tem o mesmo gás que tinha 10 anos atrás. Nem tente. Não vai dar”.

A grande maioria de nós (eu me incluo nisso) tem a tendência de pensar carreira e aprendizado como algo estritamente linear. Vamos do ponto A ao ponto B em linha reta. Simples assim. Se por um acaso durante essa reta, deixamos algo passar, nosso comportamento normal é seguir em frente sem ao menos cogitar um retorno ou um desvio durante esse trajeto.

Isso pode gerar aquele famoso sentimento de “poxa, podia estar fazendo tão mais do que faço hoje”.

Agora, e se deixarmos de pensar no tempo como algo limitante?

Ao fazer isso estamos quebrando essa tal de linearidade e nos permitindo pegar rotas alternativas ou ainda melhor: rotas totalmente novas. E se ao ler essa frase o pensamento de “estou velho, não dá mais tempo” passou novamente pela sua cabeça, você, assim como eu também pensa linearmente.

“Ah, obrigado! Amanhã vou pedir demissão e largar tudo!”

Calma lá.

O primeiro passo é reconhecer a vontade de mudar. O segundo é se planejar para essa mudança.

Fazendo uma analogia muito simples: pense como se fosse uma mudança de uma casa para outra. Junte caixas, pegue só o essencial que você quer levar, planeje a rota até o novo lar e siga em frente. Às vezes tudo que você quer é “morar de aluguel” por um tempo pra depois realizar o sonho da casa própria lá na frente, entende?

Sabe aquele papo de que às vezes é melhor dar dois passos pra trás pra dar um pra frente depois? Vale aos 20, 30, 40, 50….e por aí vai!
O que não vale é achar que largar tudo num dia, vai resolver todos seus problemas no outro. Chutar o balde sempre parece uma boa ideia no começo, mas depois pode gerar uma série de outros problemas e frustrações.

Uma das nossas maiores qualidade como seres humanos é o poder de se-reinventar sempre que necessário. Um dos nossos maiores defeitos é achar que não podemos fazer isso ao longo de uma vida inteira.

Recentemente fui na apresentação de uma escola de ensino infantil onde a moral de uma das peças de teatro era a seguinte: nunca é tarde pra mudar.

Por isso, se te perguntarem as horas, diga que não tem.

Até a próxima!

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Texto inspirado em dois textos do Leo Rapini, que você pode ler aqui e aqui.
Obrigado Leo! Graças ao seus textos consegui colocar no computador algo que venho pensando faz um bom tempo.

Obrigado também ao Lucaz Mathias pelas conversas diárias que fazem com que eu tente sempre me re-inventar.




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