i9

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Recentemente comemoramos o dia do publicitário (dia 01/02 se não estou enganado) e todos os anos desde que entrei para o mercado de trabalho, vejo algum anúncio, post, vídeo, logo com o raio dessa palavra: inovação.

Para os íntimos: i9. (super original, não?)

Visto isso e aproveitando que estamos no começo de 2019, um tempo de renovar, reavaliar e rever processos e metas, pensei que seria uma boa falarmos sobre essa palavrinha tão utilizada nas agência de comunicação e start ups.

No sentido mais simples da palavra (e que provavelmente você já sabe), inovação nada mais é do que criar algo novo. Abandonar velhos costumes, hábitos e processos para que novos possam surgir. Quase um método Marie Kondo na sua vida, na sua empresa ou no seu cliente.

E se você, assim como eu, trabalha no ramo da comunicação, provavelmente já ouviu essa frase algumas vezes:
“Preciso que vocês sejam inovadores!”

Contudo, aí entramos no ponto que pra mim é o centro desse texto (e você sinta-se livre para discordar de mim): se voltarmos ao que escrevi dois parágrafos acima, para a inovação acontecer é preciso abandonar velhos costumes, ou seja, é preciso MUDAR.

Eita Singulano, me perdi.
Respira fundo, vamos lá.

Se continuarmos a frase acima provavelmente vai ser algo assim:
– Preciso que vocês sejam inovadores!
– Então precisamos que hajam mudanças x e y, nos processos a e b…
– Opa! Opa! Opa! Mudar não! Você me entendeu errado! Quero inovação e não mudanças!

Parece familiar?

Existe um desejo muito comum de que a inovação aconteça, mas sem que haja qualquer tipo de modificação na cultura (ou mindset se você preferir…) da empresa. E a grande verdade é que uma coisa não anda sem a outra. Só existe espaço para a inovação, a partir do momento que há espaço para mudança.

A verdade é que esquecemos o mais simples e básico que é o significado da palavra. Quando alguém pergunta em uma reunião sabemos a definição na ponta da língua, mas não a aplicamos de fato.

Não me entenda mal, não estou dizendo também que essas mudanças devem ser feitas do dia para a noite. Quando é feito assim, na verdade estamos falando de um mau planejamento e não de inovação.

Beleza. Discurso muito bonito, e aí? O que você propõe então?

Mudanças (em qualquer aspecto da vida profissional e pessoal) não precisam ser bruscas.

Fazendo uma analogia bem boba, mas o cenário ideal seria quase como uma atividade em segundo plano que no seu computador: você deixa o download de atualização acontecendo enquanto continua trabalhando. Em algum dado momento o download será finalizado e atualização concluída, mas em nenhum ponto você deixou de fazer o que precisava.

O mesmo vale para uma empresa: dá pra continuar a fazer os processos habituais, utilizando a cultura existente e com as mudanças necessárias acontecendo em segundo plano. Pode ser 0,5% de mudanças ao mês, não importa. Entretanto, em algum ponto, essas mudanças “terão que ser instaladas”.

É quase o mesmo cenário quando você tem um problema ou situação para resolver e vai dormir. No dia seguinte, acorda e PRONTO! A solução está prontinha na sua cabeça.

É aí que a inovação acontece.

E você? Acha que inovação acontece sem mudança?











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