Fora de Controle

Muitos de nós traçamos vários planos ao longo da vida, ao longo do ano ou mesmo ao longo dia.

Pode ser coisas muito bobas como comprar um pão na padaria no final do expediente, um intercâmbio de 6 meses na Irlanda ou um projeto que você quer propôr na sua empresa. Podemos chamar tudo isso de plano. Alguns mais complexos, outros menos.

O fato é que cada vez mais assumimos o controle de tudo. Você pode controlar os seus “melhores amigos” que podem ver o que você posta, você pode pedir qualquer tipo de comida pra ser entregue na sua casa. Seu celular funciona praticamente sozinho com comando de voz (apesar de que ainda não peguei esse hábito) e em breve nossas casas serão cada vez mais controladas dessa forma.

Nas redes sociais, você pode controlar o que não quer ver (ok, isso não funciona com eficácia 100% do tempo, mas convenhamos que já funciona muito bem) e o que quer ver com mais frequência.

Isso tudo gera uma questão que é o ponto central da conversa de hoje.

Em uma analogia simples, digamos que você planejou uma viagem maravilhosa de 15 dias entre 3 cidades do Brasil.

No quinto dia, quando você vai pegar o avião para a cidade número 02, começa a chover absurdamente e seu vôo é cancelado, o que atrasa todo seu planejamento.

Conclusão? Os efeitos colaterais começam a aparecer: frustração, raiva, ansiedade, pânico e uma série de outras coisas.

A ideia aqui não é te causar nenhuma dessas reações. O que eu quero dizer é que não temos controle de tudo. E quando as coisas saem um pouquinho fora do que estava planejado, ficamos frustrados.

Muito dessa frustração se deve ao que comentei no início do texto.
Esse comportamento de querer controlar tudo nos atrapalha (e muito!) quando a vida resolve tirar as coisas um pouquinho da reta e fazer uma simples curva.

Abrir mão de um pouco desse controle e entender que esses desvios fazem parte do que é viver, é algo extremamente saudável. E isso vale para qualquer nível de problema.

A longo prazo essa compreensão ajuda a aliviar um pouco da ansiedade e dos sintomas que aparecem nessas ocasiões.

Meu exercício diário é refletir o ocorrido através de uma pergunta:
– Tem algo que eu possa fazer a respeito disso?

Se a resposta for sim, eu resolvo o que puder imediatamente.
Se a resposta for não, eu tento me desapegar o máximo possível da questão. Afinal, ficou claro de que está fora do meu controle.

Até a próxima! 🙂













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