Questão de equilíbrio

O que gostaria de tratar hoje nesse texto, talvez não seja uma grande novidade pra você. É uma coisa que a maioria de nós prega diariamente (nas redes sociais então nem se fala), mas na prática é sempre um pouquinho diferente. Pelo título você provavelmente já deduziu que vamos falar sobre equilíbrio (tchanam!).

Desde minha adolescência, escuto minha mãe falar a seguinte frase:
“Nada em excesso faz bem”.

Pra te falar bem a verdade eu nunca prestei a devida atenção pra essa frase como ela merecia e talvez não tivesse maturidade para a compreendê-la como deveria na época.

Que tipo de excesso?

Lá trás com meus 15, 16 anos eu sempre pensei em coisas banais e ditas “perigosas” como: drogas, álcool, determinados tipos de remédio e blá, blá, blá. Parece meio óbvio, mas é o que meu repertório permitia na época. E assim seguiu por mais uns anos.

Passado mais um tempo comecei a ter uma compreensão pessoal um pouco mais profunda do que isso poderia significar.

No caminho do meio, tinha uma saída

O Budismo tem como um dos seus princípios orientadores, segundo Siddharta Gautuma, o conceito de caminho do meio. Ele norteia muito da prática Budista, algo que é muito mais complexo e profundo e não é o foco desse texto no momento.

O que quero abordar na verdade é que quando juntei a frase que minha mãe tanto me disse com um dos conceitos mais antigos do budismo e mais um tanto bom de maturidade (agora com meus 33 anos), comecei a ter uma visão muito mais clara do que devo buscar na minha vida pessoal e profissional. Quem sabe funcione para você também.

Quando penso hoje em dia nas redes sociais, muito se fala de positividade, gratidão e felicidade. Ninguém tem falhas, ninguém comete erros e todos postam as fotos mais maravilhosas que existem na face da Terra.

Seu amigo foi no restaurante mais caro de São Paulo e fez questão de postar a foto do jantar. O que ele não te contou é que esperou na fila por 4 horas, a comida nem estava tão boa assim e só conseguiu parar o carro um quarteirão atrás do restaurante.

E cadê a saída?

Hoje eu entendo mais sobre uma maneira de aplicar esse caminho do meio. Nada em excesso faz bem, mas vale tanto para um lado como para o outro.

Não precisamos mostrar sempre que tudo está bem e ficar nessa busca incessante e interminável por felicidade 24 horas por dia. Da mesma forma também que não precisamos ficar reclamando e apontando problemas 7 dias por semana. Parece óbvio falando assim e você provavelmente pode pensar que você não faz nenhuma das duas coisas.

Entretanto, meu convite é que você comece a refletir para encontrar o SEU caminho do meio. Com o desgaste do dia a dia no trabalho, a correria, o trânsito e o estresse da “vida moderna”, todos nós estamos pendendo para um dos dois lados, seja ele qual for.

Podemos nos permitir a ter sentimentos negativos de vez em quando, a questão no fim é apenas o que você vai fazer com eles. Não precisamos também esconder e amarrar esses sentimentos atrás de uma “armadura de gratidão e felicidade” só para ficar bonito nas redes sociais.

Afinal, é tudo uma questão de equilíbrio.

Até a próxima!

1 comentário Adicione o seu

  1. rafaelponzoni disse:

    Muito bom e muito bem escrito. Naturalmente, você sabe vender seu texto muito melhor que eu hahaha muito bom, cara!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s